Múaica: "Eu te amo meu Brasil" de Dom e Ravel
e gravada pelos "Incríveis" foi um sucesso na época

sendo utilizado pela ditadura militar como um hino
(veja mais no link "Censura na música")


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Resumo da Década

No plano político, os anos 60 e 70 foram terríveis, superando a ditadura Vargas, e vão ficar como um borrão na história. No aspecto econômico e no aprimoramento das condições sociais houve um progresso que não pode ser contestado. Os presidentes militares lideraram o terceiro grande empuxo da industrialização brasileira, com programas que, pela promessa, poderiam ter dado certo. E em grande parte deram. Itaipu foi construída, assim como a Eletrobrás e o sistema Telebrás. Foram obras gigantes, projetadas para se autofinanciar. Pagava-se, por exemplo, uma tarifa maior pelo consumo de eletricidade. O dinheiro extra ia para um fundo que serviria para expandir a rede de energia. O sistema Telebrás funcionava da mesma maneira. Assim como o Sistema Financeiro de Habitação. O projeto dos militares era grandioso. Em seus melhores momentos o produto interno bruto (PIB) cresceu 11,9% (em 1972). Por essa época, o brasileiro comum sentiu que seu país estava para plugar-se a qualquer momento nos circuitos de riqueza do mundo desenvolvido. Ele podia se orgulhar da magnífica seleção que ganhou a Copa do Mundo no México, assistia às vitórias de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1 via satélite, na TV em cores, observava os espigões serem erguidos em sua cidade. Adultos aprendiam a ler e a escrever nas salas do Mobral e populações carentes do sertão eram atendidas por alunos de medicina e de odontologia do Projeto Rondon. No mundo, falava-se no "milagre brasileiro".

Fonte: Revista Veja "Especial Século XX"