Após
o declínio da era hippie dos anos 60, uma revolução
ocorreu com a chegada na nova era nas roupas, cabelos e sapatos.
Havia
um certo exagero e o que chamamos hoje de "kitsch" (brega)
era a última moda que tomou conta do mundo fashion. Sapatos plataforma,
camisas coloridas, calça "boca de sino", cabelo "black
power", coletes e muitos acessórios no mínimo intrigantes.
A
década de 70 foi um tempo onde todas as culturas e estilos reclamaram
seu espaço ao mesmo tempo. Chocar, antes de mais nada, era a
intenção principal.
É por isso que essa época também é marcada
por um modo de vestir "tudo junto". Para alguns, quanto mais
disparate a combinação, melhor.
Os hippies, que já haviam surgido nos anos 60, já consolidaram
um movimento cultural com expressões que iam da música
ao estilo de vida. Flores, liberdade e orientalismo eram suas marcas
registradas. Ao mesmo tempo, escândalos políticos e desarranjos
econômicos explodiam por todo o mundo, semeando as bases para
revoltas e crises que surgiram adiante.
Essa explosão de elementos deu aos designers um vasto material
para trabalho, com a segurança de um público ansioso por
novidades.
Outros, entretanto, não abriram mão do romântico
e natural. Por isso, diversas décadas passadas se transformaram
em fonte de inspiração, como os anos 20 e o início
do século. Biba, Ossie Clark e Yves St. Laurent foram expoentes
desse estilo.
No final da década, o filme Saturday Night Fever inaugurou a
Era Disco. Apesar de ter pouca duração, seus efeitos podem
ser sentidos até hoje. Suas cores, brilhos, formas são
desejos explorados pelos estilistas de todas as décadas seguintes.
Foram nos anos 70 que os sapatos plataforma voltaram à moda,
renovado por adornos, e unissex. Aliás, o modo unissex de vestir
se fortalece no final dos anos 70 e início da próxima
década. Shorts curtos, botas de diversos tamanhos, saltos grossos
e acessórios são apenas alguns exemplos desse novo modo
de encarar o feminino/ masculino, sem falar nos esportes, que cada vez
mais conquistavam adeptos.